Antes de começar a tecer raciocínios e elogios, preciso confessar que nessa postagem em específico, me isento de qualquer imparcialidade. Propositalmente, digo postagem e não crítica, pelo simples fato de ser aqui um fã que não viu defeitos (talvez por não existir ou mesmo por não procurar) e que em se tratando da obra, não sabe nem por onde começar.
Poucos filmes tem conseguido realmente marcar o seu público. Vivemos na era dos grandes orçamentos, dos sets gigantescos, explosões, pirotecnia e do polêmico 3D. Sim, talvez os blockbusters marquem a platéia que lhe assiste. Mas a adrenalina de toda aventura assistida cessa com a chegada de uma nova remessa de efeitos especiais.
Closer estreou nos cinemas em 2004. Por conta da idade no ano em questão, não pude assisti-lo. E mesmo se pudesse, não tenho certeza se o teria feito. Há seis anos atrás, o que me levava ao multiplex eram as teias de Homem Aranha 2, a caça aos monstros realizada por Van Helsing e a sempre contagiante magia de Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban.
Mas me lembro perfeitamente do grande cartaz exposto. Via os meio-rostos dos quatro atores encarando os famigerados espectadores, sabedores de que seu filme não arrastaria multidões aos cinemas.
Uma pena.
Melhor que ver o mundo acabando em O Dia Depois de Amanhã, teria sido vislumbrar a beleza de Natalie Portman e outra vez ficar seduzido pelo carisma que só Júlia Roberts exala. Espetaculares, mas não solitárias, as duas brilham ao lado de Jude Law e Clive Owen fazendo de Closer, não só o melhor filme daquele ano, como para o fã que vos fala, o melhor do cinema. Passados seis anos, Closer em nada envelhece. E hão de se passar muitos outros, sem que tenham saido as marcas permanentes em quem verdadeiramente entendeu a mensagem. Que está longe de ser facilmente digerida.
Mike Nichols dá um tapa na cara de todos aqueles que ainda veêm o amor com utopia. Nos joga na cara sem escrúpulos a realidade por trás de uma relação. O que realmente importa afinal? A carne ou o sentimento?Uma stripper. Um dermatologista. Um escritor. Uma fotógrafa.Terá sido coicidência o paradoxo das profissões que cada um dos quatro protagonistas, exercem? Lidar com a pele e com o imaginário. A tênue distância entre o tocar e o querer.
Não se espera que qualquer um entenda. Quantos disseram que a única beleza do filme é a sensacional trilha de Damien Rice? Aos sensíveis que não se deixam tocar apenas por uma música bonita, que tirem suas próprias conclusões, sobre o filme, ou sobre o amor.
A beleza de Closer, está justamente no que faz pensar quem o aprecia.

2 comentários:
Bem Interessante o seu post...
Como sempre as palavras deslizam de vc para algo facilmente sem contar que você escreve brilhantemente bem.
Parabéns!
Como vc msm disse:
"Todo mundo deve realmente ter um dom...
Tem gente que descobre o seu, tem outros que por não encontrarem pensam não ter, e outros que na sua humildade nascem com vários e não os expõe..."
Estou tentando encontrar isso em mim, "expelindo" a imaginação que em mim vaga...
http://versossimples18.blogspot.com/
Beijo Grande, Aline.
Well that is really interesting, thanks for sharing that!
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